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BÍBLIA
Deus

O Senhor Jesus chamou os seus discípulos para uma obra de grande poder. Comissionou-os para exercerem uma vida de prodígios e de grande manifestação do Espírito Santo. A Bíblia nos fala dos discípulos que foram chamados para serem pescadores de homens, portanto para exercerem um ministério com pessoas, levando a elas o poder da "Palavra de Deus". No evangelho de Mateus, capitulo dez (S.Mt 10), vemos o Senhor Jesus enviando seus discípulos para anunciar o evangelho, deu-lhes autoridade para expelir os espíritos imundos e para curar toda sorte de doença e enfermidade. Pois, sabia o mestre que o campo de trabalho dos discípulos seria na verdade um campo de guerra, uma batalha espiritual travada contra satanás e seus demônios.

O Senhor Jesus, durante seu ministério terreno, orou por muitas pessoas perturbadas por espíritos imundos, muitas vezes expulsou demônios de pessoas religiosas, freqüentadoras das reuniões nas sinagogas, como aquela mulher que há dezoito anos sofria de paralisia. O espírito de enfermidade foi repreendido e a mulher tornou a andar de forma correta. (S. Lc. 13.10-17).

Entendemos, então, que não basta o homem ter uma religião ou ser um adepto de uma filosofia qualquer. Ele necessita ser liberto, ter vida plena em Jesus, para poder dizer: "sou feliz", pois aquela mulher era uma participante das reuniões, provavelmente uma freqüentadora fiel, como é comum nas mulheres, mas precisava de libertação.

Observando o evangelho de Lucas, capítulo quatro, a partir do verso trinta e três (S. Lc.4.33), vemos o Senhor Jesus expulsando um espírito imundo da vida de um homem, e este fato ocorreu dentro de uma sinagoga. Todo aquele que crê no Senhor Jesus, fará as obras que "Ele" fez, ou seja, porá as mãos sobre os enfermos e os curará, expulsará demônios, pisará em serpentes e escorpiões, falará novas línguas, etc.

Os discípulos creram e por isso fizeram o que o Senhor lhes ordenara. Vemos exemplos disso no livro de Atos dos Apóstolos. Há também, exemplos na história. Homens que creram fizeram as mesmas obras que o Senhor Jesus fizera. Nos dias de hoje, ouvimos pessoas dizerem entre elas, até mesmo pregadores, que milagres e libertações são coisas do passado, que eram acontecimentos destinados apenas aos discípulos que andaram com Jesus.

A promessa de Jesus dá a qualificação para o exercício do ministério da pregação da "PALAVRA DE DEUS". Em S.João 14.12, que qualifica "aquele que crê", portanto, não decretou um tempo de vigência da promessa, o verbo encontra-se no futuro, "fará obras que eu faço", isso significa que é a todo tempo, enquanto houver homens que creiam no poder e no nome do Senhor Jesus.

A libertação é uma necessidade da igreja, pois todos os que buscam a Deus estão à procura de um socorro, seja a cura de uma doença ou enfermidade, seja o livramento de um vício, de uma perturbação, medo, depressão, angústia, ou de qualquer outro mal. Ao entrar em uma igreja o necessitado precisa encontrar o alívio que veio buscar, ter um verdadeiro encontro com Deus.

A beleza do lugar, a liturgia ou qualquer dos atributos da igreja devem ser coisas a serem contempladas após a libertação. Só os verdadeiramente libertos podem louvar ao Senhor de todo o coração. Não se pode dizer: "Sirvo a um Deus vivo, que liberta" e viver perturbado, tendo visões de vultos e a doença como uma constante na vida. É bom lembrar também, que todo aquele que busca a benção de Deus deve crer que "ELE" existe (Hebreus 11.6), pois "tudo é possível ao que crê" (S. Mc. 9.23); porém, a igreja deve crer e aceitar a promessa do Senhor e buscar vivê-la.

A expulsão de demônios não é um ministério como alguns afirmam que seja, trata-se na verdade do primeiro passo na obra de libertação, está incluso no “ide e pregai” (S. Mc. 16:1). É uma ordenança e não um pedido ou um ato facultativo a alguns que crêem. É uma ordem taxativa. Ordem esta, que é cumprida por todos aqueles que estão qualificados no critério "crê em mim". Temos observado inúmeras pessoas que viviam doentes, tristes, depressivas, oprimidas, serem libertas após a oração da fé.

Os espíritos malignos convulsionam, caem por terra, são dominados e finalmente expulsos em NOME DO SENHOR JESUS CRISTO. O poder de Deus está onde há pessoas que crêem, os demônios se manifestam diante do poder do nome de Jesus.Muitas vezes mesmo antes da chamada "oração forte" (toda oração feita com fé e em nome de Jesus é uma oração forte). A libertação é necessária por que é certo que os males provêem de espíritos malignos, portanto expulsos os demônios, o homem pode caminhar para grandes e poderosas bênçãos de Deus, o nosso pai.

Em HEBREUS 6.1, fala dos rudimentos da fé, isto é as primeiras obras que na vida do novo convertido, que precedem seu crescimento . Cremos que uma vez o homem convertido ao Senhor Jesus deve buscar crescimento espiritual. Isto não quer dizer que a igreja, ao atingir um nível espiritual ou um crescimento quantitativo, deva parar com o trabalho de libertação (Hebreus 5.12), considerando ser um rudimento da fé. O apostolo Paulo admoestou Timóteo a não abandonar a obra de evangelismo (II Tm. 4.5), a igreja cresce, porém, sempre haverá os novos que necessitarão de um cuidado especial. Não podemos deixar de considerar a reunião de libertação como o primeiro passo para que a igreja entenda a guerra espiritual da qual faz parte. A libertação é uma necessidade, pois há situações em que o envolvimento das pessoas com as forças das trevas é tão sério que se não passarem por um processo de libertação, serão problemas na igreja.

Há casos de pessoas que achavam ter o espírito de Deus e na verdade eram vitimas de um espírito enganador que se transfigurou em anjo de luz. No "ide e pregai", está incluso as obras de cura divina, sinais, prodígios e expulsão de espíritos imundos em Nome do Senhor Jesus, através do evangelho genuíno de Deus. Tudo isso é libertação, ponto de partida para uma vida cheia de vitória.

PASTOR JOÃO BATISTA DA COSTA SILVA

Libertação, necessidade da Igreja