





A respeito do filme de Mel Gibson A Paixão de Cristo muita polêmica para nada, na verdade acredito que a polêmica foi uma estratégia para promover o filme que nada mais é que uma apologia ao catolicismo. Ouvi muito falar que os americanos saiam aos prantos do cinema e que uma senhora teve um enfarto ao ver as cenas violentas do martírio de Cristo. Aliás, penso que o que mais aproximou da realidade foi à violência, pois maior que se imagina foi a sofrida pelo nosso Senhor que sofreu para que nós tivéssemos vida. No Brasil até medida liminar buscando a proibição do filme foi impetrada.
Até houve muitos pastores fazendo aclamação do filme,
afirmando ser o máximo. Dezenas de e-mails enviados da América
diziam se tratar de um filme sobrenatural que no set de filmagem ocorreram
fatos tremendos, quase que inexplicáveis. Não quero ser estraga
prazer, mas o filme não é isso tudo. Falou-se muito que o filme
era anti-semita, que desenvolveria uma revolta contra os judeus. Graças
a Deus, que de anti-semita o filme não tem nada, na realidade os judeus,
ou melhor o sistema político judaico da época, não via
o Senhor Jesus com bons olhos. Foi este sistema que o conduziu à morte.
A multidão de Jerusalém foi influenciada por este sistema e
também ação espiritual maligna é outro aspecto
a se observar.
NA ÉPOCA DOS FATOS: Quanto ao julgamento de Jesus trata-se de um processo
cheio de nulidades jurídicas. A vaidade dos membros Sinédrio,
a ilegitimidade do sacerdócio de Caifás tudo isso fazia parte
de um cenário para se cumprir à promessa do sacrifício
vicário do nosso Senhor. O fato de o sistema judaico ter rejeitado
a Jesus dá a idéia que todos os judeus o mataram.
Quanto a isso podemos ver que em nosso sistema brasileiro infelizmente a
corrupção está presente, que o mundo vê o Brasil
como um país de corrupção e impunidade, mas isso não
quer dizer que todo brasileiro seja corrupto. Assim não podemos dizer
que todos os judeus mataram a Jesus, mas sim o sistema judaico.
Voltando ao filme se falou que seguia à risca os evangelho o que não
é verdade. Mel Gibson diretor e produtor do filme é católico
convicto, ele buscou defender o catolicismo, sutilmente exalta a Maria, cujo
nome é sonegado para o uso do termo mãe. O personagem João
já chama Maria de mãe antes da cena do Calvário, onde
Jesus diz: “Mãe eis ai o teu filho. Filho eis ai tua mãe.”
(Jo.19.26-27) Aqui o senhor Jesus quis dizer a Maria que ela poderia cuidar
de João , seu discípulo, e que João poderia contar com
os cuidados de Maria como uma segunda mãe. Ele não estava generalizando
Maria como mãe de todos os homens ou salvos. Maria foi mãe de
Jesus (homem), não mãe de Deus, pois Deus é incriado,
antes de tudo existir Ele já existia. Agora raciocine Jesus Cristo
é Deus, Ele disse: “Eu e o Pai somos um”.(Jo.10.30) ; “Quem
vê a mim vê o Pai” (Jo.14.9)
No flashback de Jesus como carpinteiro, na cena que aparece Maria e Jesus
dá idéia que José já era morto e que vivia apenas
os dois. Jesus teve irmãos e irmãs (Mt.12.46-50; 13.55-57; Mc.3.31-35,
6.3; Lc.8.19-21) e em no Evangelho de Matheus capitulo1.versículo 28
diz que José não conheceu a Maria até o nascimento de
Jesus . A Bíblia é silente quanto à morte de José,
entendo (e também a teologia) que ele morrera antes do início
do ministério de Jesus. A cena passa a idéia de uma Maria casta
e dedicada ao seu filho, nas referências supra falam que Maria apareceu
em alguns lugares onde Jesus estava na companhia dos irmãos Dele.
Outro flashback é da mulher adúltera onde aparece Maria Madalena
como sendo a adúltera, outra falácia. Em nenhum dos evangelhos
Maria Madalena é declarada como uma mulher de passado adúltero.
Ter sido liberta de sete espíritos malignos não significa que
ela era adúltera.(Lc.8.2.; Mc16.9). Também, na Bíblia
não é confirmado que Maria Madalena seja a mulher pecadora mencionada
em (Lc.7.36-50). Se Maria Madalena tivesse sido a mulher adúltera em
nada a menosprezaríamos pois entenderíamos a grande obra de
transformação, mas não há menção
que seja ela a adúltera. Como qualquer um de nós Maria Madalena
era uma pecadora que teve um encontro real com Deus.
Na cena em que Jesus cai sem força no chão Ele olha para Maria
que estava num beco. Ao cruzarem os olhares na cena fica claro a idéia
que Maria transmitiu força para Jesus ficar em pé e prosseguir
“a via cruzis”. Maria foi uma grande mulher, uma grande serva
de Deus, mas não teria poder de transmitir força para Jesus,
se o Pai, maior autoridade sobre Jesus, o havia abandonado não seria
ela que o ajudaria. Era uma situação única, só
do Senhor Jesus. Grande serva foi Maria, contudo não pode fazer nada
por ninguém, ela deve ser respeitada como todos grandes homens e mulheres
que deram testemunho de Jesus, mas adoração só ao Senhor
Jesus.
Quem não leu os evangelhos e assiste ao filme de certo se deixará
levar pelo aspecto emocional e facilmente será engodado pela sutileza
da apologia ao catolicismo e a indução a idolatria a Maria.
A sutileza com que se apresenta a idolatria a Maria é impressionante.
A idolatria vem também na cena do rosto de Jesus estampado no lenço.
O Senhor Jesus afirmou: “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”
(Jo.8.32)
O Senhor Jesus nasceu, sofreu e morreu e não podemos esquecer que seu
sacrifício foi por nós . Para que tivéssemos vida eterna.
No Brasil aceitamos ser denominados de “evangélicos”, então
temos no mínimo o dever de conhecer os evangelhos e praticá-los,
e não viver de momentos ou de pura emoção!
SÓ JESUS SALVA!
LEIA A BÍBLIA!
Pr João Batista